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:: ‘Artigos’

Um Bolero para Dois

Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

Por: Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia

Beno é um jovem recatado de 30 anos, casado e que se comporta de modo receoso diante das pessoas. É o funcionário mais dedicado na empresa do Dr. Figueira, a quem muito admira. Ele vive um desejo de cada vez. A aspiração do momento é estrear no teatro durante o festival de dança da academia, formando um par com a sua amada esposa para dançar bolero, um gênero musical de origem latina.

Acredita-se que o bailarino espanhol Sebastian Cerezo foi o criador dessa dança, por volta de 1780, inspirado em outros ritmos populares da época. Mas, foi em Cuba que o bolero ganhou adaptações e, principalmente, notoriedade, pela dedicação de Pepe Sanchéz, que compôs e gravou “Tristezas” em 1885.

O bolero continuou a evoluir, sendo cantado e decantado no mundo inteiro. Memoráveis canções, compostas na década de 1940 – 1950, ainda são regravadas pelas gerações atuais, com destaque para “Besame Mucho”, composta pela mexicana Consuelo Velásquez em 1941, aos 15 anos de idade; “Solamente Una Vez”, do mexicano Augustin Lara, escrita em 1941 para homenagear o seu amigo José Mojica, quando soube que ele iria abandonar a carreira de ator de cinema para se tornar um Frei Franciscano; e “Historia de Un Amor”, composta pelo panamenho Carlos Almarán em 1955, inspirado na viuvez do seu irmão.

Beno escolheu com muito esmero “Quizás, Quizás, Quizás”, do compositor cubano Osvaldo Farrés, de 1947. Ele estava tão imbuído na sua aspiração momentânea que cuidou em detalhes do seu bolero – a sua versão preferida foi gravada pela cantora guatemalteca Gaby Moreno!

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Entendendo a Previdência Privada

Previdência-Privada-de-A-a-ZA Previdência Privada é uma das formas de investimentos mais procuradas no Brasil, isso se deve à sua praticidade e alguns incentivos que são característicos desse tipo de investimento.

A maioria dos brasileiros já possui um plano de previdência complementar ou pelo menos já ouviu falar, mas a grande maioria desconhece as particularidades desse investimento.

Através de contribuições mensais ou esporádicas, a previdência privada busca construir um patrimônio financeiro ao longo do tempo para que seja utilizado a qualquer momento ou convertido em renda de aposentadoria.

Uma coisa que a maioria dos investidores não sabe é que, ao aderir a um plano de previdência, você não está emprestando dinheiro a nenhuma instituição, mas sim, deixando o dinheiro sobre gestão dessa instituição, a qual vai investir em produtos financeiros de renda fixa como: CDB, Títulos públicos, LCI, Debêntures, etc. ou produtos de renda variável como ações, etc.

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Pai só merece um dia?

ANTONIO NUNESAntonio Nunes de Souza*

A instituição comercial criou e, tranquilamente, todo povo aprovou. Pois, já que comemora-se os dias das mães, avós, crianças, sogras, tias, etc., nada mais justo que comemorar regiamente o dia dos pais!

Mas, será que é justificado uma homenagem de um dia dedicado aos pais?

Sinceramente, creio que não!

Pois, sem nenhuma dúvida, a figura do pai deveria ser doutrinada, apaixonadamente, todos os dias do ano. E não pensem que estou exagerando!

Os pais, na sua avassaladora maioria, lutam bravamente nos seus trabalhos, voltando-se completamente para dar um bem estar, não só aos filhos, como a toda família!

Logicamente, esse comportamento é mais que digno que, os seus dias, sejam os trezentos e sessenta e cinco do ano!

De modo algum estou “puxando a brasa para minha sardinha”, já que sou pai de dois maravilhosos filhos. Estou apenas fazendo umas observações justas e cabíveis aos, normalmente, provedores do lar. Muito embora, graças a Deus, as mulheres passaram a trabalhar em todas as profissões e, com isso, muitas estão dividindo essa tarefa terrível da manutenção caseira e educacional!

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Você sabia que a casa construída no fundo pode entrar na divisão de bens?

homem-de-negocios-examinando-papeis-na-mesa_1262-3706A divisão de bens após o divórcio ou união estável depende muito do modelo de Partilha de Bens escolhido antes ou durante a união. Os modelos mais comuns são Comunhão Parcial de Bens, Comunhão Universal de Bens e Separação de Bens.

Se você vive em união estável, é extremamente importante que entenda como cada regime funciona!

Comunhão Parcial de Bens

Nesse modelo, só entram na divisão os bens adquiridos durante a constância da união e estes serão divididos igualmente entre o ex-casal. Ele também é conhecido como Regime Legal, uma vez que quando os cônjuges não escolhem um modelo de partilha através do Pacto Antenupcial, ele é automaticamente aplicado.

Além disso, é o regime de bens utilizado como regra para a partilha em casos de união estável.

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A Ilha dos Daltônicos

Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

Por: Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia

O neurologista e escritor inglês Oliver Wolf Sacks sempre foi fascinado por ilhas. Ao ouvir relatos de que cerca de 10% da população de uma pequena ilha chamada Atol de Pingelap, localizada na Micronésia, no Pacífico Sul, a leste das Filipinas, possuía problema de daltonismo, ele ficou interessado em conhecê-la. O daltonismo é um distúrbio causado por uma alteração genética que provoca confusão na percepção de cores, geralmente entre o verde e o vermelho e, com menor frequência, entre o azul e o amarelo. Existe uma estimativa mundial de que 300 milhões de pessoas são acometidas por algum tipo de daltonismo, sendo 8 % dos homens e 0,5 % das mulheres. O tipo de daltonismo mais grave, felizmente muito raro, é chamado de acromatopsia, que é conhecido também por “cegueira de cores”. As pessoas portadoras dessa disfunção enxergam o mundo em preto, branco e cinza.

A chamada “luz visível” é uma pequena porção da radiação eletromagnética detectável pelos olhos humanos. Existem dois tipos de fotorreceptores na retina, os bastonetes, que permitem ver as coisas em preto, branco e cinza, e os cones, que revelam as cores aos olhos. Os cones dos daltônicos portadores da acromatopsia não funcionam bem e, por isso, eles não enxergam o mundo das cores.

Os moradores do Atol de Pingelap possuem acromatopsia completa, caracterizada por baixa acuidade visual, além dos outros sintomas comuns do distúrbio. Com o objetivo de estudar essa comunidade isolada, Sacks organizou uma equipe de cientistas que viajou para a ilha. Há relatos não comprovados de que um tufão devastou a ilha por volta de 1775 e um dos poucos sobreviventes era portador do raro gene recessivo da acromatopsia, transmitindo esse distúrbio para boa parte dos seus descendentes. Depois de investigar sobre o fenômeno, Sacks elaborou uma narrativa sobre a vida dessa população, que consta no livro “A Ilha dos Daltônicos”.

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A simplicidade do Implante dentário

Dr. Marcus Vinícius - dentista, especialista em Implante.

Dr. Marcus Vinícius – dentista, especialista em Implante.

Por Dr. Marcus Vinícius – dentista, especialista em Implante.

Muito se fala sobre implantes dentários, diversas são as propagandas e o paciente fica sem saber o que fazer. Neste breve explicativo vamos sanar algumas dúvidas a respeito do assunto. O implante dentário é simplesmente um parafuso de titânio que geralmente tem a forma semelhante da raiz do dente, e é instalado no osso para nos auxiliar na colocação de próteses dentárias, substituindo os dentes perdidos.

Os implantes não tem rejeição pois o material é biocompatível com o nosso organismo, sendo já utilizado na medicina há muitos anos. Após criteriosa avaliação clínica e dos exames de imagem, um plano individualizado de tratamento é  elaborado,  onde é informado ao paciente todas as informações pertinentes ao seu tratamento, como por exemplo tempo de tratamento, necessidade ou não de enxertos, tipos de próteses que serão usadas no período de cicatrização e até mesmo a possibilidade de realização de uma carga imediata que é a colocação de um a prótese já  fixada nos implantes no período de até 72 horas, por isso é importante a avaliação do especialista para que todas essas situações sejam avaliadas e discutidas.

O tratamento é realizado sob anestesia local e o processo de reparação é muito rápido.  Com os implantes conseguimos devolver estética, função mastigatória e autoestima para nossos pacientes. Na clínica Odontoface por exemplo, temos a opção de anestesia local sem dor, essa tecnologia tem trazido muito conforto aos nossos pacientes.

*Dr. Marcus Vinícius é Dentista, especialista em Implante. Atua nas Clínicas Odontoface de Itabuna e Ilhéus.

1º de Maio: é preciso estar atento e forte

Davidson Magalhães. Foto divulgação.

Davidson Magalhães. Foto divulgação.

Por Davidson Magalhães – presidente do PCdoB-Bahia e secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia

Em que contexto acontece esse 1º Maio em nosso país? Ocorre no momento do maior ataque concentrado aos direitos e às estruturas de trabalho, desde a ditadura militar.

Dia 1º de maio de 1886, uma gigantesca greve de operários, nas ruas fabris de Chicago (EUA), foi brutalmente ensanguentada pelo aparato policial.

O ato reivindicava a redução de 15 para 8 horas diárias, o fim do trabalho infantil e do turno feminino à noite, por conta da jornada dupla das mulheres. Ou seja, pautas do trabalho decente, em defesa dos direitos, fatos que se repetem decorridos 133 anos.

Este emblemático 1º de maio sinalizou a classe trabalhadora como protagonista política; pois já era força econômica integrada ao avanço industrial que permearia o século XX. No Brasil não foi diferente.

Com a industrialização e ascensão da classe operária no período de Getúlio Vargas, o Dia do Trabalhador nos décadas de 1930 e 1940 foram marcados pela promulgação de leis e benefícios. Em 1940, o salário mínimo. Em 1941, a Justiça do Trabalho. Vargas também criou o Ministério do Trabalho (26/11/1930).

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Conjugando o verbo “roubar”

Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

Por: Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia

Sim, é do polêmico Padre Antônio Vieira que tratamos aqui neste texto! Ele nasceu em Lisboa, Portugal no início do século XVII e aos seis anos migrou com a família para Salvador onde o seu pai exerceu a função de escrivão. Vieira teve sua formação e iniciou a vida sacerdotal em Salvador.

O Padre Vieira foi um verdadeiro ativista político e defensor dos direitos humanos da sua época. No Brasil, combateu os interesses dos escravocratas, defendendo a liberdade dos indígenas, sendo carinhosamente chamado por eles de Paiaçu (grande pai). Na Europa, Vieira lutou contra a horrenda inquisição e, por essa razão, foi preso acusado de heresia. Ele também se opôs à discriminação aos cristãos novos, como eram conhecidos os judeus.

Como consequência da sua ação prática, o poeta português Antônio Pessoa o considerou como o “Imperador da Língua Portuguesa”.

Por falar em língua, o Padre Vieira não tinha papas na língua! Falava o que lhe convinha, sem se preocupar com opiniões alheias. Segundo ele:

A pregação que frutifica, a pregação que aproveita, não é aquela que dá gosto ao ouvinte, é aquela que lhe dá pena. Quando o ouvinte a cada palavra do pregador treme; quando cada palavra do pregador é um torcedor para o coração do ouvinte; quando o ouvinte vai do sermão para casa confuso e atónito…”.

Um dos sermões mais notáveis do Padre Antônio Vieira foi o proferido na Igreja da Misericórdia em Lisboa no ano de 1655 – O Sermão do Bom Ladrão. Na ocasião, estavam presentes o rei D. João IV, sua corte e demais autoridades. Apesar de já ter transcorrido mais de 360 anos, esse sermão, que também fazia alusão às ilicitudes ocorridas no Brasil Colonial, ainda é bastante atual, infelizmente.

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Nosso Humor por Marcos Pennha

Imagem da web.

Imagem da web.

Nosso Humor
Marcos Pennha

* O povo
é um leão contra
os políticos
em todo
lugar

Na urna eletrônica, porém,
é tchutchuca

A necessidade da “ecdise humana”

Arlicelio Paiva

Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

Por: Arlicélio Paiva, professor doutor da UESC, Ilhéus, Bahia.

O esforço que faz uma cigarra (e outros animais) para renovar o tegumento (revestimento do corpo) é chamado de ecdise. Trata-se de um importante processo de evolução e crescimento contínuo para a cigarra, pois é essencial para que ela se adapte a diferentes tipos de ambientes. Como ela gasta muita energia nesse processo de mudança, acaba ficando fragilizada por certo tempo, podendo ser atacada por predadores.

No presente texto, tomo a liberdade de empregar o termo ecdise para os seres humanos, não como uma simples renovação da pele, mas no sentido de mudança de comportamento, quando o indivíduo adota atitudes com novos propósitos, que impedirão o seu retorno ao ponto evolutivo em que se encontrava.

Essa mudança pode ser adquirida ao longo do tempo quando a pessoa passa por cada fase do seu desenvolvimento. Nesse caso, a ecdise é horizontalizada, suave, sem mudanças emocionais repentinas, amparada pela família, orientada pela escola e compartilhada com os amigos.

Mas, existe a ecdise abrupta, motivada por determinadas circunstanciais. Ela é verticalizada, tal qual uma barreira intransponível. Como a pessoa não sabe o que tem por trás, nem mesmo tem noção de como escalar, é natural que ocorram emoções muito fortes. Essa situação pode levar à desorientação do indivíduo por determinado tempo. Nesse tipo de ecdise, muitas vezes, não há amparo nem orientação adequados, a pessoa pode viver momentos angustiantes, de solidão, passando um bom tempo tragando, remoendo e meditando sobre a nova experiência que está vivenciando, e que a impedirá de ser a mesma pessoa.

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Artigo – Sobre a Roda de Mulheres

Cris Calabro - presidente da UBM Ilhéus.

Cris Calabraro – presidente da UBM Ilhéus.

Sobre a Roda de Mulheres (23 de março de 2019).

A primeira atividade de formação da União Brasileira de Mulheres (UBM) Ilhéus, Bahia foi marcada pela roda de mulheres. Nela apenas mulheres, preparadas para uma dinâmica onde foram colocadas duas questões: Qual a vantagem e a desvantagem em ser mulher?

Uma a uma começou a relatar suas experiências de acordo com as questões levantadas. Muitas ainda tímidas começam a falar de seus momentos vividos e que foram marcados em suas vidas. Histórias de amor e de dor.
Ao ouvir cada momento nos pegamos em nossa mente vendo nosso reflexo em cada história contada. Casos que se repetem. Emoção resume uma roda de mulheres.

30 mulheres envolvidas com a atividade, transmitindo seus mais puros e sinceros sentimentos.

A maior vantagem que podemos perceber em ser mulher foi o privilégio de ser mãe, gerar um filho é realmente marcante na vida de uma mulher, querendo ou não aquele filho. Da nossa empatia umas pelas outras e da nossa capacidade em realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Da nossa entrega. Falando da desvantagem, algo em comum foi à dificuldade em trabalhar e estudar sendo mãe, pois nossas maiores “obrigações” são cuidar dos filhos, da casa, do bem estar da família, e muitas vezes não nos sobram tempo para um trabalho fora do lar ou para irmos a escola, e quando conseguíamos esse tempo, muitas eram questionadas sobre como conseguiam exercer tantos afazeres.

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Sete maneiras para aumentar a produtividade e adaptar os empregos para o Renascimento da Indústria

Luiz Egreja (4)Por Luiz Egreja, Senior Business Transformation Consultant da Dassault Systèmes

Um dos grandes temores em relação ao uso de tecnologias nessa nova era é com o futuro do emprego. Em plena era da Transformação Digital, as organizações estão diante de várias mudanças nos processos e nos formatos de trabalho de seus profissionais. Mas, engana-se quem pensa que as pessoas serão totalmente substituídas pelas máquinas.

A atividade econômica mundial já passou por três momentos semelhantes. De 1760 a 1830, tivemos a criação da máquina a vapor e a produção mecanizada. Por volta de 1850, o mundo conheceu a eletricidade e os processos de manufatura em massa. No século XX, a sociedade começou a ser afetada com o advento da informática, das telecomunicações e da automação industrial. Agora, o mercado vivencia um período de Renascimento da Indústria (Indústria 4.0), com o uso de modernas tecnologias como Internet das Coisas, Computação em Nuvem, realidade virtual e aumentada, Inteligência Artificial e robôs colaborativos. Com uma velocidade surpreendente, os modelos de produção estão sendo totalmente reformulados. Por isso, é crucial que as empresas preparem seus profissionais para os novos desafios que teremos pela frente.

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Fim do exame de ordem: qual o real interesse do governo e da base aliada no enfraquecimento da advocacia?

Sanzio PeixotoPor Sanzio Peixoto

O Brasil é o país que registra o maior número de advogados do mundo. Não há notícia de uma classe profissional com diploma de nível superior que cresça tanto, no MUNDO inteiro, como crescem os advogados no Brasil. Em 18 de novembro de 2016 atingimos a marca de 1 milhão de advogados. Em 19 meses, entraram nos quadros da OAB mais 100 mil advogados. Temos uma média de 177 advogados por dia.

Já no primeiro mês de 2019 foram autorizados mais 5 cursos com 570 vagas, totalizando 1.561 cursos jurídicos. No dia 28 de janeiro de 2019, o Conselho Federal da OAB solicitou ao Ministro da Educação, Ricardo Velez Rodrigues, a suspensão dos processos de abertura de novos cursos de Direito pelo prazo de 05 (cinco) anos, contudo, até o momento, não foi atendido. Cumpre registrar que em abril de 218, atendendo à solicitação do Conselho Federal de Medicina, o MEC baixou a portaria 328, suspendendo os editais para aberturas de novos cursos de medicina, por 05 (cinco) anos.

O Brasil possui, hoje, mais de 1.572 cursos de Direito (dados de fevereiro de 2019). Em 2018 foram autorizadas a abertura de mais de 125 faculdades de Direito pelo MEC. Tramitam no MEC ainda centenas de pedidos de autorizações para novos cursos, sem contabilizar a concessão de mais vagas (dezenas de milhares) para faculdades que já estão em funcionamento. Pelo visto, o Ministério não consegue (ou não quer) dizer não para ninguém. A Conta não fecha, o mercado não está pronto para absorver esta grande quantidade de profissionais, e o sistema se aproxima de um colapso.

As centenas de faculdades particulares distribuídas pelo país, (a maioria com baixa qualidade de ensino), formam, por ano, dezenas de milhares de bacharéis em Direito, a maioria, sem a formação adequada para o exercício da advocacia, com a responsabilidade e a dignidade que a profissão exige. Estes fatores compõem resultados da execução de um processo (intencional) paulatino e gradativo, de “desvalorização da Advocacia”, que busca se instalar no Brasil utilizando-se, dentre outros expedientes, da implementação de um verdadeiro ESTELIONATO EDUCACIONAL nos cursos de Direito.

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Câncer de Mama – por Paiva Netto

Paiva Neto

Paiva Neto – foto João Preda.

O Dia Mundial Contra o Câncer e o Dia Nacional da Mamografia (respectivamente em 4 e 5 de fevereiro) chamam-nos a atenção sobre um mal que acomete cada vez mais pessoas.

Segundo informa o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quase 60 mil novos casos de câncer de mama deverão ser diagnosticados no país a cada ano. E ainda ressalta que este é o “tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença”.

Conforme ressalta o Inca, “o exame clínico da mama deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres entre 40 e 49 anos. E a mamografia deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica”. E mais: “Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo deve ser acompanhado por um médico a partir dos 35 anos (…)”.

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Criatividade e Artes no Desenvolvimento Pessoal – Em Ilhéus

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Criarte.

SER CRIATIVO É PRA TODOS?

Se você acredita que somente artistas podem ser e são excelentes criativos, é tempo de repensar. Nascemos criativos, como muitas crianças desde cedo nos mostram: são exímias pesquisadoras, abertas ao novo, lidam muito bem com ‘erros e acertos’, são incansáveis em descobrir soluções diferentes para um mesmo desafio, não se prendem aos julgamentos alheios, divertem-se ao criar, enfim: são espontâneas.

Pena que vamos nos distanciando desse potencial inato, que pede cultivo e prática. E nada melhor que um caminho lúdico e artístico para nos reconectar a essa força que se oculta em nós, adultos e até mesmo as crianças.

Essa é a proposta do CRIARTE- criatividade com a arte de pintar, um projeto pioneiro que estreou em Ilhéus em 2018, numa parceria com a Escola Villa Verde e em 2019 abre suas portas ao público geral de Ilhéus. Fundados por um artista plástico e ex-publicitário e uma educadora especializada em desenvolvimento lúdico-criativo, Jean Louiss e Daniellla Gomes apostam numa necessidade atual de reacreditarmos e expressarmos nosso poder de (co)criar beleza, harmonia, envolvendo autoconhecimento, ludicidade e criatividade através da pintura, mesmo sem experiência anterior com essa arte, levando isso para a vida. Matrículas abertas ao curso semestral, para crianças e adultos, em Ilhéus. Mais info: www.jeanlouiss.art.br/criarte

Algumas dicas para perceber como anda sua expressão criativa na vida:

  • Mesmo ouvindo que sou criativo/a, é importante eu me sentir assim.
  • Se não me sinto nem um pouco criativo/a, posso observar mais crianças ao meu redor.
  • Quando surge um desafio, procuro olhar para o mesmo sob diferentes perspectivas.
  • Ao me motivar a experimentar algo novo, sigo em frente mesmo com desaprovações alheias.
  • Compartilho minhas criações e experimentos me sentindo confortável e confiante.
  • Posso me abrir a experienciar contextos novos na vida. Posso começar algo que nunca fiz antes.
  • Divirto-me no processo de criar algo novo ou diferente, lidando bem com os chamados erros e acertos.

Sim!Todos nós somos criativos! Vamos voltar a confiar nisso?



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