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Ilhéus: Bradesco dobra castigo aos clientes com incorporação de agências; aposentados e pensionistas são os mais afetados

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Uma cena comum para quem passa pela agência 237 do Bradesco, em Ilhéus, em frente ao Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), no Centro da cidade. São dezenas de aposentados e pensionistas, em uma grande fila na área externa do banco, expostos ao sol, a chuva e outros perigos.

Muitos desses clientes chegam no local por volta das 5h30min para esperarem o início do atendimento às 8h por funcionários que atuam no autoatendimento, os guichês de caixa para quem precisa só funcionam das 11h às 16h. Há relatos de idoso que passam mal, ficam com fome e sede, sem o acesso imediato ao dinheiro das suas pensões e aposentarias.

Toda essa situação lamentável, piorou com a incorporação da agência 3519 (fechada recentemente) à unidade 237, agora única do Bradesco na cidade. O castigo ao cliente dobrou, com ainda mais tumultos e filas longas. A 237 passou por reformas para evitar alagamento e reduziu sua área de circulação no autoatendimento.

Essa agência já não suportava a quantidade de clientes e o quadro atual ainda é pior. Quem fica na área externa passa por uma situação difícil, quem fica na área do autoatendimento se sente muito incomodado com a aglomeração e o calor, sem contar com a dificuldade de locomoção.

Um dos clientes chegou a desabafar, confira o relato abaixo.

“Eu estava vendo a revolta do povo dentro do banco, meu amigo. O povo falando: como é que pode fechar a outra agência e os clientes de lá correram tudo pro de cá e criou esse tumulto. Isso não existe, uma cidade como Ilhéus. Basta a barbaridade que esse Bradesco vem fazendo com Itajuípe, Coaraci fechando as agências, deixando o povo para Itabuna, gente que não tem condições de estar andando para cima e para baixo. O povo está revoltado. Gente, na porta do banco, que não pode entrar por causa de tanta gente lá dentro. Situação muito difícil.”

É notório que o Bradesco fecha suas agências em várias localidades do Brasil. Conforme reportagens publicadas, essa estratégia faz parte do corte de gastos do banco. Essa instituição financeira é uma com os maiores lucros no país. Quem sofre com tudo isso são funcionários, encomias locais e principalmente os clientes que convivem com um péssimo serviço prestado.

 

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