O cenário geopolítico da América do Sul sofreu um abalo sísmico na madrugada deste sábado (3). Em uma operação militar de larga escala, os Estados Unidos lançaram ataques aéreos contra alvos estratégicos na Venezuela, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Em uma coletiva de imprensa realizada em seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, o presidente Donald Trump trouxe detalhes estarrecedores sobre o futuro da Venezuela. Trump afirmou que os Estados Unidos irão, por tempo indeterminado, “governar o país” até que ocorra uma “transição adequada e criteriosa”. “Basicamente, as pessoas que estão aqui atrás de mim vão governar. Vamos trazer a Venezuela de volta”, declarou Trump, ladeado pelo Secretário de Estado Marco Rubio e pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth.
Trump também confirmou que Maduro já está sob custódia a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima e será levado para Nova York, onde enfrentará acusações de tráfico de drogas e crimes com armas. O presidente americano não descartou o uso de tropas terrestres (“boots on the ground”) e anunciou planos para reconstruir a infraestrutura petrolífera venezuelana, custeada pelas próprias petroleiras.
Detalhes da Operação que capturou Maduro
O General Dan Caine, Chefe do Estado-Maior Conjunto, descreveu a missão como um esforço de meses que envolveu mais de 150 aeronaves partindo de 20 bases diferentes. As forças especiais americanas invadiram o complexo de Maduro por volta da 1h da manhã (horário de Brasília), retirando o líder venezuelano e sua esposa diretamente de seu quarto. Apesar de intensas trocas de tiros e de um helicóptero americano ter sido atingido, Trump garantiu que não houve baixas entre os militares dos EUA, apenas ferimentos leves.
Posicionamento do Governo Brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu duramente à ação militar. Em nota oficial, Lula afirmou que os Estados Unidos “ultrapassaram uma linha inaceitável” e que o ataque representa uma violação flagrante do direito internacional e da soberania das nações sul-americanas.”Esses atos representam uma afronta à estabilidade da nossa região e nos remetem aos piores momentos de interferência externa na política da América Latina”, declarou o presidente brasileiro.
Reflexos na Fronteira
Como consequência direta do conflito, a fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (RR), foi fechada. O Exército Brasileiro reforçou o policiamento na região para garantir a segurança nacional e monitorar possíveis movimentações civis em massa.
A captura de Maduro abre um vácuo de poder sem precedentes. Enquanto a oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, pede a instalação imediata de Edmundo González Urrutia, o anúncio de Trump de que os EUA “governarão” o país levanta temores de uma ocupação prolongada.
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