O presidente Lula intensificou as articulações para a montagem de seu palanque em São Paulo, estado estratégico também para os planos de reeleição do petista. Ele teve conversas nos últimos dias com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, nomes preferidos de Lula e do PT para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
As conversas não tiveram desfecho conclusivo, segundo relatos. Mas tanto Alckmin quanto Haddad deixaram claro ao presidente que não gostariam de ir para o sacrifício em uma disputa contra o governador Tarcísio de Freitas, que deve tentar a reeleição caso a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto sobreviva até abril.
Diante da indefinição, ganhou força o nome de Simone Tebet para concorrer ao governo paulista. Em 2022, quando disputou o Planalto, ela ficou em terceiro lugar no 1º turno. A ministra do Planejamento recebeu convite para se filiar ao PSB e deve se reunir com Lula até o fim de janeiro para definir seu futuro.
Tebet, que tem base política em Mato Grosso do Sul, onde se elegeu senadora em 2014, é vista como peça estratégica, capaz de conquistar apoios no agronegócio e atrair eleitores de classe média que historicamente rejeitam o PT em São Paulo.
Segundo interlocutores, ela seguirá a decisão de Lula, podendo ser candidata ao governo ou ao Senado. Tebet teria o mesmo perfil “agregador” de Alckmin, que venceu o PT em três disputas pelo Bandeirantes e governou o estado por quatro mandatos.
Os defensores de Alckmin ou Tebet argumentam ainda que, além de furarem a bolha petista, ambos poderiam melhorar o desempenho de Lula e garantir boa votação no interior paulista, onde a força do agronegócio tem favorecido candidaturas de viés conservador.
Desde sua criação, o PT jamais venceu uma eleição para o governo de São Paulo, onde o partido foi fundado e ganhou projeção nacional. O próprio Lula foi derrotado na disputa de 1982.
(Fonte: Jota / Beto Bombig e Fabio MuraKawa)
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