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Deputado com o “pixuleco” na mão recebeu doação de campanha de empreiteira

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Deputado Marcelo Aro (PHS-MG)

Deputado Marcelo Aro (PHS-MG)

Político novo. Hábito velho. Ontem (04), durante a comissão especial do impeachment, na Câmara Federal, o deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG) levou consigo um boneco do “pixuleco”. O mascote da oposição é inspirado no ex-presidente Lula, denunciado durante investigações judiciais, por suposto favorecimento em envolvimento com empreiteiras da Operação Lava Jato.

Aro, parlamentar de primeiro mandato recebeu R$ 30 mil (trinta mil reais) da Odebrecht, por meio de doação legal e declarada ao TSE, durante as eleições de 2014. O deputado é favorável ao financiamento misto de campanha, ou seja, o postulante ao cargo político pode receber verbas legais do fundo partidário e/ou de empresas privadas para concorrer à eleição.

De acordo com Marcelo cabe ao eleitor fazer o julgamento sobre o candidato.”Quero dar um exemplo claro, se uma empresa de cigarro quer doar quatro milhões de reais a um candidato a deputado. Qual é o problema? Nenhum. Cabe você eleitor votar, ou não, neste candidato. Eu particularmente, não votaria. Porque não me representa”, declarou em vídeo de maio de 2015.

“Eu posso. Vocês não”

Na mesma sessão de ontem, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ), manifestou-se contra a exibição de cartazes “Impeachment sem fundamento é Golpe”. Segundo o parlamentar, funcionários da casa legislativa, com crachá no peito, não poderia se manifestar daquela forma. Logo foi rebatido pelos governistas, recebendo a denominação de ditador. Em uma das sessões anteriores, Lopes exibia para as câmeras, uma revista de The Economist, com a foto da presidente Dilma e a frase Time to go (Hora de Ir). Além disso, um cartão com a frase “Impeachment Já”, em vermelho, habitou a mesa de Júlio, durante várias reuniões da comissão.

dilma-economist

 

 

 

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