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Moradores do Joia do Atlântico reivindicam com urgência coleta de lixo na localidade

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Lixo Joia do Atlântico

Lixo espalhado no trevo do Joia do Atlântico, cena comum para moradores e pessoas que transitam a rodovia Ilhéus – Itacaré.

Comunitários alertam os riscos ambientas e à saúde devido ao acúmulo de lixo na localidade

O Loteamento Joia do Atlântico, km 12, da rodovia Ilhéus / Itacaré, ao lado esquerdo do sentido para quem vai para Serra Grande, na entrada da estrada destino à Lagoa Encantada é um local que ficou conhecido por hospedar, ao longo dos anos, veranistas.

Nos últimos dois anos, mais especificamente, essa realidade mudou, com o aumento de moradores fixados na localidade, a população aumenta com o passar do tempo e o atendimento dos serviços públicos parecem não acompanhar esse ritmo.

As demandas por saneamento básico são reais e a produção de lixo doméstico, quase triplicou, segundo uma moradora. “A grande questão é que, praticamente, não existe coleta. Apenas na rodovia do lado da praia. Sem ter como descartar o lixo muitos acabando fazendo fogueiras com os resíduos ou leva até a rodovia, fazendo o descarte de qualquer forma no trevo central”, desabafa.

Ainda de acordo com moradores, há aproximadamente dois anos, A ONG Caminho da Lagoa criou um pequeno projeto de lixeiras para serem colocadas ao longo da estrada, houve o diálogo, inclusive, com as Secretarias Municipais de Ações Regionais e Serviços Urbanos, solicitando a coleta regular.

Apesar da tentativa e boa sinalização das secretarias, a coleta de lixo nunca foi atendida. Lixeiras que seriam implantadas no local nunca saíram do papel, novas reivindicações foram realizadas para o governo municipal, porém sem sucesso.

Há poucos meses, a comunidade conseguiu mobilizar uma reunião com um representante da Secretaria de Serviço Urbanos, e o mesmo, na ocasião, informou que “faria o possível para solucionar esse problema, de uma vez por todas, juntamente com os demais responsáveis pelo departamento”.

Uma comissão de moradores enviou fotos e ofícios, por e-mail, solicitando a limpeza imediata do local e a instalação de uma caixa coletora, além do serviço de coleta. Pouco tempo depois, a prefeitura enviou uma caçamba e um trator, que recolheram, desordenadamente, um amontoado de lixo, e rapidamente deixaram o local.

Conforme previsto, pelos comunitários, não demorou uma semana para que tudo ficasse pior do que a situação anterior, uma lixeira improvisada de um armário de ferro foi destruída e jogada fora junto com todo o lixo que havia sido recolhido pela caçamba, sobrou lama e resto de resíduos.

Desde então, moradores buscam rotineiramente contato com representante da prefeitura, porém, relatam que “o poder público municipal não tem nem resposta pra nos dar, talvez nem eles mesmos saibam como resolver o problema”.

A comunidade tem como entendimento que a situação em questão, não é difícil de resolver, basta a prefeitura enviar a empresa de coleta de lixo e fazer a retirada no loteamento, entrando pela principal – estrada da Lagoa Encantada, até o antigo clube, percorrendo 1km de extensão neste trecho.

Outras ações, como implantação de caixas coletoras, coleta regular e serviço de roçagem, segundo moradores, ajudariam a Secretaria de Serviços Públicos na manutenção e limpeza das áreas em questão.

A comunidade também se dispõe, após aos serviços efetuados por parte da prefeitura, a realizar mutirão para plantio de flores e plantas, acompanhado de trabalho de sensibilização ambiental, em parceria com a ONG Caminho da Lagoa.

Representantes da localidade lembram que o local pertence a APA da Lagoa Encantada e o lixo acumulado além de levar riscos ambientais, também ameaça a saúde de moradores, sendo comum, a presença de animais vetores de doenças, como ratos, insetos e outros.

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