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Deputado Fabrício Falcão condena associação do nome Tupinambá a operação policial

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O deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) engrossou as críticas à decisão da Polícia Civil da Bahia de dar o nome Tupinambá a uma operação policial. A ação foi deflagrada nessa terça-feira, 16, com o objetivo de combater organizações criminosas envolvidas com homicídios, tráfico de drogas, roubos e corrupção de menores. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), alvos são procurados em cidades baianas de Madre de Deus, Candeias, São Francisco do Conde, Simões Filho e Teixeira de Freitas, além do Rio de Janeiro.

Segundo o parlamentar, “foi com perplexidade que me deparei com o nome dado pela Polícia Civil à operação”. Fabrício questionou e criticou a decisão: “Por que escolher o nome Tupinambá, denominação de indígenas que já povoaram uma grande extensão do litoral brasileiro, para uma ação policial? Na Bahia, temos a comunidade Tupinambá em Olivença, no município de Ilhéus, que vem resistindo bravamente na luta pela preservação de sua história e costumes. Fazer essa associação com uma operação contra bandidos reforça os estereótipos e a criminalização a que indígenas de todo o país são submetidos”.

O Líder da Bancada do PCdoB na Assembleia Legislativa elogiou o trabalho da Polícia Civil no enfretamento ao crime organizado, mas lamentou a associação da operação a uma comunidade indígena. “Reconheço o trabalho sério e comprometido da Polícia Civil e estou ciente da participação de várias equipes de segurança, e até mesmo da Polícia Militar, nessa ação que busca combater organizações criminosas. Mas, como deputado estadual e cidadão, cobramos explicações da Polícia Civil baiana sobre a decisão de usar o nome da comunidade indígena e exigimos que esse tipo de vinculação, aparentemente aleatória, mas com desdobramentos extremamente negativos, não aconteça mais”, detalhou Fabrício.

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