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Dirigente do PCdoB de Ilhéus, Rodrigo Cardoso, comenta desfiliação do governador do Maranhão, Flávio Dino

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O dirigente do PCdoB de Ilhéus, Rodrigo Cardoso, comentou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (17), a desfiliação do governador do Maranhão, Flávio Dino. Confira conteúdo publicado abaixo. 

Trato com tristeza, mas com naturalidade a saída de Flávio Dino do PCdoB.

Nos 15 anos de PCdoB, Dino construiu uma grande trajetória. Com o apoio do Partido, liderou a retirada do Maranhão do domínio da oligarquia dos Sarney, mesmo quando não havia consenso na esquerda sobre essa política.
Trouxe grandes avanços sociais para aquele estado, orgulhando os comunistas do Brasil inteiro, de ter em nosso Partido uma liderança tão capaz de provar, na prática, que é possível governar combatendo privilégios, promovendo desenvolvimento sustentável e melhorando a vida do povo.

No entanto, Dino já vinha falando que sairia do Partido se a Federação não fosse aprovada.
Não sei se seu movimento reflete tendências da Câmara dos Deputados, a quem cabe trazer essa inovação necessária para amenizar a antidemocrática reforma política que instituiu a cláusula de barreira e proibiu coligações.

Mas ele já vinha defendendo que o Partido alterasse sua natureza, e deixasse de ser um Partido Comunista. E isso não é uma mera mudança de nome e símbolos ou uma tática de composição de frente política democrática e progressista. Mas do papel que uma força revolucionária classista precisa jogar para a construção do Socialismo.

É difícil o PCdoB meramente se dissolver abrindo mão da tarefa política para qual foi fundado e que tanta gente deu suas vidas para cumprir, por mais que sejam importantes as carreiras políticas institucionais de grandes lideranças.

Enquanto houver a necessidade histórica de um instrumento da organização da luta do povo para a superação do Capitalismo e a construção de uma sociedade mais justa, um Brasil soberano, desenvolvido e democrático, o PCdoB seguirá.

Desejo boa sorte a Flávio Dino em sua caminhada e tenho certeza que ele estará do mesmo lado do PCdoB, na luta para superar a tragédia estabelecida por Bolsonaro e por uma frente ampla de salvação nacional que possa abrir caminhos para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

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