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Cláudio Magalhães defende que acordo entre prefeitura de Ilhéus e empresas de ônibus seja desfeito

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Na tarde desta terça-feira (26), o plenário da Câmara de Vereadores de Ilhéus aprovou, por unanimidade, a abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o acordo entre a prefeitura municipal e concessionárias de ônibus, no qual definiu um repasse de R$ 15 milhões para a Viametro e São Miguel. Essas empresas alegaram judicialmente perdas financeiras na pandemia e requereram subsídios, segundo suas argumentações, resguardadas em contrato de concessão pública.

Durante sessão, o vereador Cláudio Magalhães (PCdoB), que se tornou membro da CEI, disse durante o pequeno expediente que não é possível um contrato de concessão do município, denunciado na casa legislativa, lese os ilheenses e fique sem uma resposta. “Creio que essa comissão tem toda a condição, primeiro da gente revogar esse acordo vergonhoso, segundo afastar o procurador do município que não cumpriu seu papel de defender o município. Também precisamos, de imediato, buscar uma lei para regulamentar o serviço do transporte público da cidade”, disparou.

“Há muito tempo eu venho dizendo que nós precisamos dar posse ao conselho de transporte do município de Ilhéus, chega agora na nossa casa para responsabilidade de discutir isso. Estou certo, como integrante dessa comissão investigativa, que esse acordo feito só prevalece o interesse da empresa. Estarei aqui para contribuir com todos aqueles que querem ver esse acordo desmiuçado para preservar o direito da população de Ilhéus”, complementou Cláudio Magalhães.

O vereador também se pronunciou no grande expediente, confira parte do discurso abaixo.

“Quero saudar os vereadores que acataram por unanimidade a abertura dessa Comissão Especial de Inquérito (CEI), dizer a população de Ilhéus que esta casa terá certamente mais de que oito vereadores imbuídos neste debate, como bem apresentou a vereadora Enilda que discorreu a petição inicial do pedido de indenização das empresas de ônibus, tirando a oportunidade de muitos que necessitavam de um auxílio emergencial neste tempo de pandemia.

Aqui iniciou-se um debate a partir do presidente desta casa e não houve êxito porque o município disse que não tinha recurso para amparar aqueles que hoje já estão na fila do osso, da canela de galinha, porque nem o governo federal, aliás o governo federal que tinha responsabilidade de suprir esta população com o benefício do auxilio emergencial, não tem feito e o município precisava entender que empresas de ônibus que prestam maus serviços à comunidade não estão à frente das pessoas que estão nas periferias da cidade, dos distritos passando necessidades.

Esse é um momento de reflexão. Deveria ser o momento para que munícipes de Ilhéus, usuários do transporte coletivo, pudessem ter um pouco mais de acalento com o retorno de cem por cento da frota. A gente aqui, por diversas vezes fazendo requerimentos, indicações, tratando de audiência públicas e se depara com um acordo que é vergonhoso. Não apara os usuários, os trabalhadores que estiveram aqui nesta casa reivindicando seus pagamentos. Pela denúncia do vereador Tandick vamos poder, com essa comissão processante, apurar esse acordo.

Nem esse acordo, nem essas empresas atendem os interesses da população de Ilhéus. Então, é nesse sentido que coloco meu mandato no empenho para que a gente convença ao executivo a desfazer esse acordo e trazer para esta casa e essa comissão esse debate de imediato para que a gente possa, mais rapidamente possível, acabar com esse desmando dessas empresas. Para que a gente possa dar uma solução satisfatória para a população ilheense”.

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