
A Câmara de Vereadores de Ilhéus vota nesta terça-feira, dia 02, se decidem pela continuidade da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o acordo de 15 milhões entre a prefeitura e empresas de ônibus
O vereador Cláudio Magalhães (PCdoB), relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI), instalada para investigar irregularidades na prestação do serviço de transporte público em Ilhéus, reafirmou que a população precisa de respostas sobre esse acordo que definiu um repasse de R$ 15 milhões para a Viametro e São Miguel. “Essa negociação impossibilita até o município de fiscalizar concessionárias, pasmem”, desabafou.
O vereador sinalizou que não concordou com a suspensão dos trabalhados da CEI no período de recesso parlamentar. “O presidente Jerbson Moraes suspendeu as atividades a pedido do vereador Gurita, em desacordo com a minha posição e do presidente da comissão, Fabrício Nascimento. Nesta terça-feira, segunda sessão de 2022, vamos votar a continuidade da investigação, como as coisas estão acontecendo o destino dessa CEI pode ser o engavetamento, nós não queremos isso”, revelou.
Cláudio Magalhães afirmou que essa situação deve ser esclarecida. “A gente precisa entender esse acordo, feito sem a participação do controle social, do conselho de transporte que está inativo. Os servidores e procuradores envolvidos nisso devem sim prestar esclarecimentos, isso serve como oportunidade para a prefeitura se defender, já que sinaliza a legalidade do acordo. Tudo ficaria esclarecido”, destacou.
De acordo com o edil, os munícipes precisam de transporte que atenda dignamente a todos, inclusive moradores de distritos e povoados. “Nós estamos aí vendo ônibus soltando pneu, quebrando, o pessoal dos distritos sem transporte, isso só prejudica também o executivo. A gente precisa esclarecer a denúncia trazida pela vereadora Enilda sobre a compra de 700 mil passes, entre outras coisas. Precisamos compreender essa leniência que a gestão municipal tem com essas empresas”, enfatizou.
“Essa negociação não foi pensada para a população e nem os trabalhadores, também desrespeita a lei municipal que proíbe o motocobra. Ônibus quebrando todo os dias e pondo em risco a vida dos usuários, isso é inadmissível, por isso precisamos rever esse acordo”, complementou.
Por fim, o vereador frisou a responsabilidade da relatoria e da presidência da Comissão Especial de Inquérito. “Estamos trabalhando de forma imparcial, com isenção, transparência, dentro do que é permitido pelo regimento interno da casa legislativa ilheense. Nossa ação aqui é em prol da comunidade, do contribuinte que precisa saber o que de fato ocorreu nesse acordo”, concluiu.
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