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Diversos produtores pregaram a extinção da Ceplac, inclusive, fizeram essa pregação até à Ministra da Agricultura Tereza Cristina, em 2019. Esse grupo, tinha entre seus membros, um ex-Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, que sequer conseguiu dar continuidade à execução de um projeto de alta produtividade em sua fazenda, com apenas 200 (duzentos) pés de cacau, demonstrando não possuir condições para ser representante de classe.
Essa ação foi determinante para a Ministra nomear o atual Diretor, escolhido como ideal para esfacelar a instituição e todo o patrimônio construído com o dinheiro do cacau, mas que hoje pertence à União. Muito embora, diversos imóveis desse patrimônio pudessem ser disponibilizados para uso das Prefeituras e outras instituições atuantes na região. Esse esfacelamento, também protagonizado pelo atual Superintendente, totalmente despreparado para o exercício do cargo, vem causando sérios danos à região, sem que os produtores e lideranças se percebam desse estrago, pois esse órgão ainda é referência nacional e internacional da cadeia produtiva do cacau.
Há quase três anos, essa Diretoria vem usando de perseguições e ameaças aos funcionários, na tentativa de que a maioria do quadro de funcionários aposente-se e o desmanche se torne mais rápido, para que se conclua a extinção. As ameaças se concretizam através de corte de energia elétrica e do fornecimento de água, provocando o fechamento dos escritórios, com funcionários em plena atividade, resultando num processo perverso de transferências, à revelia do corpo funcional.
O grande exemplo veio recente, com o encerramento dos serviços de classificação de cacau, tendo a CEPLAC ainda 03 excelentes profissionais na ativa, quando o Ministério recebe o pagamento das empresas importadoras para a realização desses serviços. Mais grave ainda, recomendam que o serviço de classificação de cacau seja prestado pelo CIC, de natureza privada, onde os produtores pagam R$ 85,00 por uma simples análise.
Esse é um fato que desperta a atenção da cadeia do cacau, visto que oportuniza a iniciativa privada em detrimento do público, podendo o produtor ser desonerado desse serviço. Essa empresa privada vai fazer o trabalho que a CEPLAC fazia, a fiscalização e classificação do cacau importado, evitando a entrada de pragas vinda da África, quando tínhamos um órgão oficial, com técnicos preparados para investigar a possível entrada de pragas, possuindo laboratório específico. Lembremos que, há alguns anos atrás, foi detectado a presença de uma praga e isso foi de grande repercussão, mas a Ceplac rapidamente atuou e deu o resultado que, felizmente, não tivemos danos maiores.
Quando questionados, a resposta da Diretoria e da Superintendência, é que na NOVA CEPLAC, as atividades de Classificação e da Extensão Rural, não são mais atribuições da CEPLAC.
Num momento bastante oportuno, em que a qualidade de amêndoas é tema pujante na cadeia do cacau, com a disponibilidade de mercado para a comercialização de cacau fino, remunerando o produtor com preço de até 150% acima da bolsa, e a classificação de cacau da CEPLAC, com toda a expertise de 50 anos de cursos, treinamentos e análise de amêndoas na região da Bahia e nos outros estados produtores de cacau, inclusive do cacau importado, que causa risco à cacauicultura baiana, fica sem atribuição.
A Extensão, um pilar fundamental para a difusão da tecnologia vinda da pesquisa, principalmente agora, com os resultados altamente positivos do cacau de alta produtividade, em campo. Quem vai realizar a difusão???? A proposta do SENAR, é muito insuficiente para atender a região.
Se apenas a pesquisa é atribuição atual, expliquem o porquê dos vários laboratórios fechados, das constantes aposentadorias de pesquisadores pela péssima gestão e truculência dos gestores atuais, da falta de recursos para as pesquisas e da não contratação de novos profissionais, visto que essa parceria com a EMBRAPA, tem mostrado que o suor está sendo derramado pela CEPLAC.
Hoje, os servidores que ainda estão na ativa, não querem aceitar chefias e nem participar da gestão, porquê não acreditam essa direção, restando a opção de oferecerem gratificações para servidores desqualificados assumirem as poucas chefias que ainda existem.
O produtor não percebeu ainda o que poderá acontecer com a extinção dessa instituição. Estão aceitando passivamente a extinção da Classificação e da Assistência Técnica, e daqui a alguns dias, preparem-se, será a da pesquisa, desaparecendo um trabalho que foi e ainda é preponderante para a cadeia produtiva do cacau.
Um médio produtor da região cacaueira, afirma: “Eu fui beneficiado pela Ceplac.
Quando assumi a fazenda há dez anos atrás, busquei os técnicos da classificação de cacau de Ilhéus para me instruir na colheita e pós colheita, e em seguida me orientar como fazer cacau fino, com treinamentos na fazenda. Logo depois comecei a levar as Amêndoas para eles analisarem. A extensão foi de importância fundamental para o aumento da minha produção e minha produtividade, com a inclusão dos clones e a enxertia. Tenho que agradecer esses dois setores da Ceplac que, convivi e tive resultados”.
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