O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada da tarifa de importação adicional de 40% que havia sido imposta sobre uma série de produtos agrícolas brasileiros. A decisão, formalizada por meio de uma Ordem Executiva, ocorre após um período de negociações entre os governos dos dois países.

A tarifa, que havia sido implementada em 30 de julho de 2025, era justificada pela Casa Branca como uma medida para enfrentar o que foi classificado como uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos por parte do Governo do Brasil”.

A isenção da taxa de 40% abrange uma lista significativa de produtos agrícolas, conforme detalhado na Ordem Executiva:

De acordo com a Casa Branca, a decisão de retirar a tarifa sobre os produtos agrícolas foi tomada após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de outubro de 2025. O diálogo resultou em um acordo para iniciar negociações, que, segundo o governo americano, apresentaram “progresso inicial”.

A Ordem Executiva estabelece que as modificações tarifárias têm efeito retroativo, aplicando-se a bens registrados para consumo a partir de 13 de novembro de 2025. Além disso, o documento prevê o reembolso de tarifas que já tenham sido cobradas no período, conforme a legislação aplicável.

A retirada da tarifa é vista como um passo positivo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, aliviando a pressão sobre os exportadores brasileiros e o mercado americano, que enfrentava o aumento de preços desses produtos. O governo brasileiro celebrou a decisão, classificando-a como um sinal de respeito e reconhecimento da importância do diálogo bilateral. A medida sinaliza uma desescalada na tensão comercial e abre caminho para a continuidade das negociações bilaterais.