O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, foram retirados da lista de sanções da Lei Global Magnitsky pelos Estados Unidos nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025.
A decisão, tomada pelo Ofac (Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA), do Tesouro Americano, encerra um período de quase cinco meses em que o ministro era alvo de restrições financeiras e territoriais.
A inclusão de Moraes na lista, ocorrida em 30 de julho, foi motivada por acusações do governo Donald Trump de que o ministro seria um violador de direitos humanos, citando sua atuação como relator no processo da trama golpista que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e suas decisões de retirada de conteúdo de redes sociais americanas. A sanção havia escalado a maior crise bilateral entre Brasil e EUA em mais de 200 anos.
A retirada das sanções é vista como um resultado direto da aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Lula havia condicionado a normalização completa das relações diplomáticas à revogação das sanções contra Moraes, além do fim das tarifas de 40% sobre produtos brasileiros.
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