Como destacado durante o podcast, Adélia Pinheiro e Bebeto Galvão chegam à disputa com experiência, trajetória política e capilaridade eleitoral. São dois nomes competitivos e com condições reais de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Mas, saindo da análise política e olhando para os dados das últimas eleições e para as projeções partidárias de 2026, os cenários começam a apresentar diferenças importantes.
Em 2022, o PT elegeu sete deputados federais na Bahia. Entre os eleitos, as votações ficaram entre 90.148 e 128.968 votos. No PSD, foram seis deputados eleitos, com o último colocado alcançando 107.093 votos e o primeiro ultrapassando os 200 mil votos.
A diferença ganha ainda mais relevância quando se observa o cenário projetado para 2026. A Federação PT/PCdoB/PV aparece com expectativa de conquistar entre nove e dez cadeiras, enquanto o PSD é projetado na faixa de seis a sete vagas.
Na prática, Adélia disputa por um campo político que reúne duas condições importantes: uma referência histórica de votação mais baixa entre os últimos eleitos e uma projeção de maior número de cadeiras para 2026. É uma combinação que amplia o espaço para candidaturas competitivas dentro da federação e coloca Adélia diante de um cenário proporcional potencialmente mais favorável.
Os números não estabelecem uma quantidade fixa de votos para garantir uma vaga, já que a eleição para deputado federal depende do desempenho de toda a chapa. Mas, tomando como referência o resultado de 2022 e as projeções atuais, o caminho eleitoral de Adélia encontra hoje condições partidárias mais favoráveis para chegar à Câmara dos Deputados.
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