
O caso de racismo sofrido pela jovem negra, Thais Carvalho (30), estudante de enfermagem da Faculdade de Ilhéus, que atua como voluntaria na vacinação do Covid 19 junto à Secretaria de Saúde, Ilhéus, Bahia, em que um senhor até então não identificado se recusou ser vacinado pela profissional devido a sua origem racial, não pode apenas ser visto como um ato isolado, comportamental ou “indenitário”, mas, sim como resultado de uma ideologia racista que se perpetua na estrutura do tecido socioeconômico, cultural, brasileiro. Sendo assim, atos racistas sejam individuais, coletivos e institucionais, ao mesmo tempo são praticados e negados no Brasil. Há certa naturalização.
Segundo Munanga (2008), o racismo no Brasil é um “crime perfeito”, todos (as) dizem que existe, mas, negam as suas práticas. É o racismo “sem racista”. Todavia, no contexto atual os racistas, os pró fascistas, a cada dia estão mostrado as suas caras sejam nas redes sociais e/ou nas ruas, como no caso ocorrido com a jovem afro-brasileira e futura enfermeira Thais Carvalho. Entretanto, narrativas muitas vezes utilizadas para desqualificar praticas racistas como “mimimi”. “Vitimização”, “politicamente correto”, dentre outras, devem ser refletidas, questionadas, com propósito de desnaturalizar a questão racial no país.
Enfim, por tudo já exposto, o Movimento Negro Unificado (MNU), Ilhéus, Bahia, vem se solidarizar na denúncia contra o racismo sofrido por Thais Carvalho, assim como é contrário a qualquer outra forma de discriminação sócio racial presente na sociedade brasileira.
Nesse sentido, é preciso lembrar que racismo é crime previsto na Constituição Art. 05. Inciso XLII. Portanto, a luta continua, e não basta sermos contra o racismo, mas, é preciso que sejamos antirracistas (Angela Davis, 2018).
MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO (MNU) – ILHÉUS
(73) 99982-9064






